Atendimento agora:·(49) 99196-3273·R. Borges de Medeiros, E, 303-E - Maria Goretti, Chapecó - SC
Doença⏱ 3 min de leitura👁 319 visualizações

O que é Catarata?

Publicado em 01 de janeiro de 2025

Catarata é a opacificação do cristalino, a lente natural do olho, que normalmente é transparente e permite a passagem da luz até a retina. Quando o cristalino perde sua transparência, a visão fica progressivamente turva até a cegueira total. Em cães é uma das condições oculares mais comuns, podendo afetar uma ou ambas as vistas. A doença pode ter origem hereditária, diabética, traumática ou senil. Certos raças como Poodle, Cocker Spaniel e Labrador têm predisposição genética. O diagnóstico precoce é essencial, pois cataratas maduras podem evoluir para glaucoma e inflamação ocular intensa. A cirurgia de facoemulsificação é o único tratamento definitivo e apresenta alta taxa de sucesso.

O que é catarata em animais?

Catarata é a opacificação total ou parcial do cristalino, a lente biconvexa localizada atrás da pupila responsável por focar a luz na retina. Quando as proteínas que compõem o cristalino se desnaturalizam e agregam, a lente perde transparência e bloqueia a passagem da luz, comprometendo progressivamente a acuidade visual do animal.

Em cães, a catarata é a doença ocular mais operada na rotina veterinária. Gatos são acometidos com menor frequência. A opacificação pode ser incipiente (menos de 15% do cristalino), imatura, madura ou hipermadura, e essa classificação orienta a urgência cirúrgica e o prognóstico visual.

Causas e tipos

A catarata hereditária é a forma mais prevalente em cães, com transmissão autossômica recessiva em diversas raças. A catarata diabética surge rapidamente em animais com hiperglicemia, pois o excesso de glicose é convertido em sorbitol dentro do cristalino, causando edema e ruptura das fibras. Traumas oculares, uveíte crônica e exposição a radiação também podem induzir opacificação.

  • Hereditária: Poodle, Cocker Spaniel, Labrador, Golden Retriever, Schnauzer
  • Diabética: desenvolvimento rápido e bilateral
  • Senil: envelhecimento natural do cristalino
  • Traumática: contusão ou perfuração ocular
  • Secundária: uveíte, luxação do cristalino, anomalias congênitas

Sintomas

O principal sinal é a coloração esbranquiçada, azulada ou acinzentada visível na pupila, que pode ser notada pelo tutor ao olhar o animal de frente sob boa iluminação. Progressivamente, o pet passa a tropeçar em objetos, reluta em descer escadas, fica desorientado em ambientes escuros e demonstra menos interesse em brincadeiras que exigem visão.

Nos estágios avançados podem surgir sinais de uveíte associada — olho avermelhado, lacrimejamento excessivo e fotofobia — e de glaucoma secundário, com dor ocular intensa e aumento do volume do globo ocular.

Diagnóstico

O veterinário oftalmologista realiza biomicroscopia com lâmpada de fenda para caracterizar a opacificação, tonometria para medir a pressão intraocular e eletrorretinograma (ERG) para avaliar a função da retina antes da cirurgia. O ERG é fundamental: se a retina estiver degenerada, a cirurgia não restaurará a visão mesmo com remoção perfeita do cristalino.

Exames sistêmicos como glicemia de jejum, hemograma e bioquímica sérica são solicitados para identificar causas subjacentes como diabetes mellitus e para planejamento anestésico.

Tratamento

A facoemulsificação é o tratamento padrão-ouro: o cristalino opaco é fragmentado por ultrassom e aspirado, sendo substituído por uma lente artificial intraocular (LIO). Realizada enquanto a catarata ainda está imatura, a taxa de sucesso chega a 90%. Cataratas hipermaduras têm prognóstico mais reservado devido à inflamação intraocular preexistente.

Colírios anti-inflamatórios e antibióticos são usados no pré e pós-operatório por quatro a seis semanas. Animais não candidatos à cirurgia — por doença sistêmica grave ou retina não funcional — recebem manejo clínico da uveíte e do glaucoma para preservar o conforto ocular.

Prevenção

Não há prevenção para cataratas hereditárias além de não reproduzir animais afetados. O controle glicêmico rigoroso em cães diabéticos retarda o desenvolvimento da catarata diabética. Consultas oftalmológicas anuais em raças predispostas permitem detecção precoce e cirurgia em momento ideal, maximizando o prognóstico visual.

#catarata#olhos#visão#cristalino#cirurgia ocular#cegueira#oftalmologia veterinária

Perguntas frequentes

Catarata em cães tem cura?

Sim. A cirurgia de facoemulsificação remove o cristalino opaco e implanta uma lente artificial, restaurando a visão na maioria dos casos. O tratamento clínico apenas controla complicações, mas não elimina a opacificação.

Qual a diferença entre catarata e esclerose nuclear?

A esclerose nuclear é o endurecimento natural do cristalino com a idade, que causa um brilho azulado na pupila mas preserva a visão quase normalmente. Já a catarata opacifica o cristalino e compromete progressivamente a visão. Somente o veterinário pode diferenciar as duas condições.

Com que idade cães costumam desenvolver catarata?

Depende da causa. Cataratas hereditárias podem surgir entre 1 e 5 anos em raças predispostas. A forma senil aparece tipicamente após os 8 anos. Cataratas diabéticas podem se formar em semanas em qualquer idade.

Meu pet diabético pode desenvolver catarata rapidamente?

Sim. A catarata diabética é notoriamente rápida, podendo progredir de incipiente a madura em poucas semanas. Por isso, cães diabéticos devem ser avaliados por oftalmologista logo após o diagnóstico de diabetes.

A cirurgia de catarata em cães é segura?

É um procedimento de alta complexidade, mas com taxa de sucesso acima de 85 a 90% em centros especializados quando realizada no estágio adequado. Os principais riscos são uveíte pós-operatória, descolamento de retina e glaucoma, que são manejáveis com seguimento correto.

Gatos também têm catarata?

Sim, mas com frequência bem menor que em cães. Em gatos, a causa mais comum é uveíte por FIV, FeLV ou toxoplasmose. O manejo é semelhante ao canino, incluindo a possibilidade cirúrgica em casos selecionados.

Como identificar catarata no meu cachorro em casa?

Observe se a pupila apresenta coloração esbranquiçada ou acinzentada e se o animal está tropeçando, relutando em ambientes escuros ou colidindo com móveis. Qualquer alteração na aparência do olho deve ser avaliada por veterinário.

A catarata pode causar dor no pet?

A catarata em si não é dolorosa, mas suas complicações sim. A uveíte secundária e o glaucoma, que podem surgir em cataratas avançadas, causam dor ocular intensa. Por isso, cataratas maduras devem ser monitoradas ou operadas para evitar essas complicações.

Existe colírio para tratar catarata em animais?

Não existe medicamento comprovado que dissolva ou reverta a catarata. Colírios anti-inflamatórios são usados para controlar a uveíte associada, mas não tratam a opacificação. A cirurgia continua sendo o único tratamento efetivo.

Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia de catarata?

O pós-operatório ativo dura de quatro a seis semanas, com uso de colírios várias vezes ao dia e uso de colar elizabetano. O animal retoma atividades normais gradualmente, mas o acompanhamento oftalmológico deve ser mantido por pelo menos um ano.

Ver também