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O que é Tonsilite?

Publicado em 01 de janeiro de 2025

Tonsilite é a inflamação das tonsilas palatinas (amígdalas), estruturas linfoepiteliais localizadas na parede lateral da orofaringe, responsáveis pela defesa imunológica local. Em cães, é relativamente comum e pode ser primária (infecção bacteriana) ou secundária (associada a outras condições como vômito crônico, doença periodontal ou nasofaríngea). Os sinais incluem disfagia (dificuldade de engolir), regurgitação, engasgos, hiporexia e tonsilas visivelmente avermelhadas e edemaciadas ao exame da orofaringe. Em casos graves, pode haver febre, letargia e linfadenopatia submandibular. O tratamento com antibióticos é eficaz na maioria dos casos. Tonsilite recorrente pode requerer tonsilectomia, especialmente quando há neoplasia associada — carcinoma de células escamosas e linfoma são os tumores mais frequentes nas tonsilas.

O que é tonsilite?

As tonsilas palatinas (amígdalas) são estruturas linfoepiteliais em criptas na parede lateral da orofaringe. Fazem parte do anel de Waldeyer de tecido linfoide da faringe e são responsáveis pela vigilância imunológica local — amostragem de antígenos que entram pela boca e nariz.

A tonsilite é a inflamação dessas estruturas, causada por infecção ou irritação crônica. Em cães é mais frequente que em gatos. Raças braquicefálicas e pequenas (Poodle, Maltês, Yorkshire) têm maior predisposição, possivelmente pela conformação da orofaringe.

Causas

A tonsilite primária por infecção bacteriana (Streptococcus, Staphylococcus, anaeróbios) é uma causa, mas mais frequentemente a tonsilite é secundária: reflete uma doença de base que irrita cronicamente a orofaringe. Vômito crônico, regurgitação, doença periodontal grave, rinite crônica, megaesôfago e obstrução de vias aéreas superiores são as causas secundárias mais comuns.

  • Infecção bacteriana primária: estreptococos, anaeróbios
  • Vômito ou regurgitação crônica: irritação da mucosa
  • Doença periodontal: disseminação bacteriana local
  • Rinite e sinusite crônica: secreção que irrita a faringe
  • Braquicefalismo: conformação que predispõe à inflamação orofaríngea
  • Neoplasia: carcinoma de células escamosas, linfoma

Sintomas

Disfagia (dificuldade de deglutir), engasgos, regurgitação de alimento não digerido, salivação, recusa de alimentos sólidos e anorexia são os principais sinais. Tonsilas visivelmente projetadas para fora das criptas, avermelhadas e com exsudato são achados ao exame orofaríngeo.

Em casos infecciosos graves, febre, letargia, linfonodos submandibulares aumentados e dor ao abrir a boca estão presentes. Em cães com tonsilite crônica, pode haver tosse leve por irritação faríngea.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pelo exame direto da orofaringe, geralmente com o animal acordado ou com sedação leve. Tonsilas avermelhadas, edemaciadas e projetadas para fora das criptas confirmam a tonsilite. Cultura da secreção tonsila identifica o agente bacteriano.

A investigação da causa subjacente é fundamental: endoscopia digestiva alta para vômito/regurgitação, radiografia esofágica com contraste para megaesôfago, exame dentário completo e rinoscopia conforme indicação. Citologia e biópsia das tonsilas são necessárias quando há suspeita de neoplasia.

Tratamento

Antibióticos são o tratamento inicial para tonsilite bacteriana. Amoxicilina-clavulanato, clindamicina e metronidazol são escolhas frequentes, por 2 a 3 semanas. Anti-inflamatórios aliviam a disfagia. Tratar a causa subjacente é essencial para evitar recidiva.

Tonsilectomia é indicada em: tonsilite recorrente refratária ao tratamento clínico, neoplasia tonsila e, em alguns casos, para aliviar obstrução de vias aéreas em braquicéfalos. É cirurgia relativamente simples com boa recuperação.

Prognóstico

Tonsilite bacteriana primária responde bem ao tratamento. Tonsilite secundária depende do controle da causa de base. Neoplasia tonsila tem prognóstico variável: carcinoma de células escamosas é agressivo, com alta taxa de metástase em linfonodos regionais. Linfoma tonsila responde bem à quimioterapia em muitos casos.

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Perguntas frequentes

Cachorro pode ter amígdalas inflamadas?

Sim. As tonsilas palatinas dos cães ficam inflamadas em tonsilite, causando dificuldade de deglutição, engasgos e salivação. O veterinário visualiza as tonsilas avermelhadas e edemaciadas ao exame da orofaringe.

Quais sintomas indicam tonsilite em cão?

Dificuldade de engolir, engasgos durante a alimentação, regurgitação, salivação excessiva, recusa de alimentos sólidos, febre e linfonodos aumentados no pescoço são os sinais mais comuns. O animal pode tentar comer mas desistir por dor ao deglutir.

Tonsilite em cão tem relação com vômito crônico?

Sim. Vômito ou regurgitação crônica irrita repetidamente a orofaringe, causando inflamação tonsila secundária. Por isso, ao tratar a tonsilite, o veterinário sempre investiga se há doença gastrointestinal de base.

Cachorro braquicefálico tem mais tonsilite?

Sim. Raças braquicefálicas (Bulldog, Pug, Shih Tzu) têm conformação de orofaringe que favorece inflamação crónica. O palato mole elongado irrita as tonsilas, predispondo à tonsilite recorrente. A cirurgia corretiva do palato pode resolver o problema em alguns casos.

Qual antibiótico é usado para tonsilite em cão?

Amoxicilina-clavulanato (Clavulin), clindamicina e metronidazol são os mais usados, por cobrirem bactérias gram-positivas e anaeróbios frequentes na orofaringe. O tratamento dura 2 a 3 semanas. A cultura da secreção tonsila orienta o antibiótico quando há resistência.

Quando é necessário retirar as tonsilas do cão?

Tonsilectomia é indicada em tonsilite recorrente (mais de 3 episódios por ano) refratária ao tratamento clínico, suspeita de neoplasia tonsila e como parte da cirurgia de síndrome braquicefálica. É procedimento relativamente simples com boa recuperação.

Tumor nas tonsilas de cão é comum?

Não é comum, mas é importante. Carcinoma de células escamosas e linfoma são as neoplasias mais frequentes nas tonsilas caninas. Toda tonsila assimétrica, ulcerada, muito aumentada ou que não responde ao tratamento antibiótico deve ser biopsiada.

Gato pode ter tonsilite?

Sim, embora seja menos frequente que em cães. Em gatos, tonsilite pode estar associada ao calicivírus felino, que causa úlceras orais e inflamação faríngea. Os sinais e o tratamento são similares aos de cães.

Meu cão tem engasgado durante as refeições. Pode ser tonsilite?

Pode ser. Engasgos durante a alimentação em cão devem ser investigados — além de tonsilite, podem indicar megaesôfago, corpo estranho, tumor faríngeo ou miastenia gravis. O veterinário realizará exame completo da orofaringe e pode indicar exames complementares.

Tonsilite em cão passa sozinha sem antibiótico?

Casos leves podem melhorar com anti-inflamatórios e tratamento da causa subjacente. Entretanto, infecção bacteriana estabelecida geralmente requer antibiótico para resolução completa. Sem tratamento, a tonsilite pode cronificar e causar abscessos tonsila ou disseminação bacteriana.

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