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O que é Linfoma?

Publicado em 01 de janeiro de 2025

Linfoma é uma neoplasia maligna do sistema linfático, originada na proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. É um dos cânceres mais comuns em cães e também frequente em gatos, podendo afetar linfonodos, baço, fígado, trato gastrointestinal e outros órgãos. Em cães, o linfoma multicêntrico — com aumento generalizado de linfonodos — é a forma mais prevalente. Em gatos, a forma gastrointestinal predomina. O diagnóstico precoce e a quimioterapia são fundamentais para aumentar a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes oncológicos.

O que é linfoma?

Linfoma (ou linfossarcoma) é uma neoplasia maligna originada nos linfócitos B ou T do sistema imunológico. As células neoplásicas podem se acumular em linfonodos, baço, fígado, medula óssea ou tecidos extralinfonodais, como trato gastrointestinal, pele e sistema nervoso central. É considerado um dos tumores mais responsivos à quimioterapia em veterinária.

Em cães, as raças Golden Retriever, Boxer, Basset Hound e Bouvier des Flandres têm predisposição. Em gatos, o linfoma gastrointestinal de baixo grau é o mais comum, frequentemente associado ao envelhecimento e, em menor grau, à infecção pelo vírus FeLV.

Causas e tipos

A causa exata do linfoma não é completamente conhecida, mas fatores genéticos, exposição a agentes químicos (herbicidas, inseticidas) e infecções virais (FeLV em gatos) estão associados. Existem diferentes classificações baseadas na localização anatômica e no tipo celular (B ou T).

  • Linfoma multicêntrico: aumento de múltiplos linfonodos periféricos; forma mais comum em cães
  • Linfoma alimentar/gastrointestinal: afeta estômago e intestinos; mais frequente em gatos
  • Linfoma mediastinal: massa no tórax, causa dispneia; comum em gatos jovens FeLV+
  • Linfoma cutâneo: lesões na pele e mucosas; mais raro, comportamento variável
  • Linfoma extranodal: compromete órgãos como rins, olhos ou sistema nervoso

Sintomas

Os sinais dependem da forma e da extensão da doença. No linfoma multicêntrico canino, o principal sinal é o aumento de linfonodos em pescoço, axilas e virilhas, geralmente firmes, não dolorosos e móveis. O animal pode apresentar apatia, perda de peso e diminuição do apetite.

No linfoma gastrointestinal felino, os sinais incluem vômitos crônicos, diarreia, perda de peso progressiva e emagrecimento. No linfoma mediastinal, a dispneia (dificuldade respiratória) e a regurgitação são frequentes. Em fases avançadas pode ocorrer insuficiência de múltiplos órgãos.

Diagnóstico

A citologia aspirativa de linfonodo aumentado frequentemente fornece diagnóstico presuntivo rápido. O exame histopatológico de biópsia confirma o tipo celular (linfoma B ou T) e o grau do tumor, informações essenciais para definir o protocolo de tratamento e o prognóstico.

O estadiamento da doença inclui hemograma, bioquímica sérica, urinálise, radiografias torácicas e abdominais, ultrassonografia abdominal e biópsia de medula óssea. O estadiamento orienta a escolha do protocolo quimioterápico e permite monitorar a resposta ao tratamento.

Tratamento

A quimioterapia é o tratamento de escolha para linfoma em cães e gatos. O protocolo CHOP (ciclofosfamida, doxorrubicina, vincristina e prednisona) é o mais utilizado em cães, com taxa de remissão de 80 a 90% e sobrevida mediana de 12 a 14 meses. Em gatos com linfoma de baixo grau, o protocolo com clorambucil e prednisona é eficaz e bem tolerado.

A prednisona isolada não é curativa, mas pode reduzir temporariamente os sintomas. A cirurgia e a radioterapia são opções em formas localizadas. O acompanhamento oncológico periódico com hemograma e exames de imagem é fundamental para monitorar a remissão e detectar recidivas precocemente.

Prevenção

Não existe prevenção específica para o linfoma. Em gatos, a vacinação e o teste para FeLV são importantes, já que a infecção pelo vírus aumenta o risco do linfoma mediastinal. Manter o animal longe de agrotóxicos e herbicidas, oferecer alimentação de qualidade e realizar consultas de check-up anuais permitem diagnóstico precoce, aumentando as chances de resposta ao tratamento.

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Perguntas frequentes

Linfoma em cão tem cura?

O linfoma raramente é curado, mas é altamente responsivo à quimioterapia. A maioria dos cães entra em remissão e tem qualidade de vida excelente por 12 a 18 meses. A recidiva é comum, mas segundas remissões são possíveis.

Quimioterapia em pets causa os mesmos efeitos que em humanos?

Os efeitos colaterais existem, mas geralmente são menos intensos do que em humanos, pois as doses são calculadas para preservar a qualidade de vida. Náuseas, apatia transitória e imunossupressão são os mais comuns e costumam ser manejáveis.

Como suspeitar de linfoma no meu cão?

Linfonodos aumentados e firmes no pescoço, axilas ou virilhas, sem dor à palpação, são o sinal mais comum do linfoma multicêntrico canino. Apatia e perda de peso associados reforçam a suspeita. Consulte o veterinário sem demora.

Gatos com linfoma gastrointestinal podem ser tratados?

Sim. O linfoma gastrointestinal de baixo grau em gatos responde muito bem ao protocolo com clorambucil e prednisona, com sobrevida mediana de 2 a 3 anos. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

O FeLV aumenta o risco de linfoma em gatos?

Sim. A infecção pelo vírus da leucemia felina (FeLV) é um fator de risco para linfoma mediastinal e multicêntrico em gatos. Vacinar e testar os gatos para FeLV são medidas preventivas essenciais.

Qual a diferença entre linfoma B e T em cães?

Linfomas de células B têm melhor prognóstico e maior taxa de remissão com quimioterapia convencional. Linfomas de células T são mais agressivos e respondem menos ao tratamento, resultando em sobrevida geralmente mais curta.

O que acontece se eu não tratar o linfoma do meu pet?

Sem tratamento, o linfoma progride rapidamente. Em cães com linfoma multicêntrico não tratado, a sobrevida mediana é de 4 a 6 semanas. O tratamento, mesmo paliativo, prolonga significativamente a vida com qualidade.

Posso usar prednisona sozinha para tratar linfoma?

A prednisona isolada proporciona remissão temporária e alívio dos sintomas, mas não é curativa. O uso prévio de prednisona pode reduzir a resposta posterior à quimioterapia. Converse com o oncologista veterinário antes de iniciar qualquer medicação.

O linfoma pode comprometer a medula óssea do cão?

Sim. O envolvimento medular indica estágio avançado da doença e piora o prognóstico. A biópsia de medula óssea é parte do estadiamento e informa sobre a extensão da doença e a reserva de células sanguíneas para suportar a quimioterapia.

Quanto custa o tratamento de linfoma em cão?

O custo varia conforme o protocolo, o porte do animal e a duração do tratamento. O protocolo CHOP é realizado ao longo de 25 semanas e envolve múltiplas sessões. Converse com o oncologista veterinário para elaborar um plano financeiro e terapêutico adequado.

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