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Doença⏱ 3 min de leitura👁 293 visualizações

O que é Infestação por carrapatos?

Publicado em 01 de janeiro de 2025

A infestação por carrapatos é a presença de ácaros hematófagos do gênero Rhipicephalus, Amblyomma, Ixodes ou outros sobre a pele e pelos de cães e gatos. Além do desconforto local, os carrapatos são vetores de doenças graves como erliquiose, babesiose, anaplasmose e a febre maculosa, que afetam tanto os animais quanto seus tutores. No Brasil, o carrapato marrom do cão (Rhipicephalus sanguineus) é o mais prevalente em ambiente urbano. A prevenção com antiparasitários adequados é fundamental, pois uma infestação não controlada pode evoluir para anemia grave e transmissão de hemoparasitas em questão de dias.

O que é infestação por carrapatos em pets?

Os carrapatos são ectoparasitas obrigatórios que se alimentam do sangue do hospedeiro durante suas fases de desenvolvimento (larva, ninfa e adulto). Cada fase requer um repasto sanguíneo para completar sua muda. O ciclo de vida pode durar meses a anos no ambiente, tornando a reinfestação um desafio constante para tutores de animais que frequentam áreas de mata, gramados altos ou locais com outros animais.

A infestação maciça pode causar anemia por espoliação sanguínea, especialmente em filhotes e animais debilitados. Mais grave ainda é o papel dos carrapatos como vetores: a transmissão de patógenos ocorre geralmente após 24 a 48 horas de fixação, reforçando a importância da remoção precoce e da prevenção contínua.

Causas e tipos

No Brasil, o Rhipicephalus sanguineus (carrapato marrom) é responsável pela maior parte das infestações urbanas em cães e é o principal vetor da Ehrlichia canis. O Amblyomma sculptum (carrapato estrela), típico de áreas rurais e de mata, é o principal transmissor da Rickettsia rickettsii, agente da febre maculosa brasileira — uma das zoonoses mais letais do país.

  • Rhipicephalus sanguineus: carrapato marrom, vetor de erliquiose canina
  • Amblyomma sculptum: carrapato estrela, vetor da febre maculosa
  • Ixodes spp.: vetor de Anaplasma e doença de Lyme em regiões temperadas
  • Dermacentor variabilis: vetor de rickettsia em América do Norte

Sintomas

A infestação leve pode ser assintomática além da presença visível dos carrapatos, especialmente em regiões de difícil visualização como pescoço, entre os dedos, axilas e orelhas. Infestações intensas causam coceira, irritação local, anemia (mucosas pálidas, fraqueza) e, nos casos graves, paralisia por toxina do carrapato.

Quando há transmissão de hemoparasitas, surgem sinais sistêmicos: febre, anorexia, letargia, sangramento, icterícia e trombocitopenia. A erliquiose e a babesiose podem ser fatais sem tratamento precoce.

Diagnóstico

O diagnóstico da infestação é clínico: visualização e identificação dos carrapatos no animal. Para detectar as doenças transmitidas, são necessários hemograma (trombocitopenia é sinal precoce), esfregaço sanguíneo (identificação de hemoparasitas), PCR para patógenos específicos e sorologia (RIFI para erliquiose e febre maculosa).

O veterinário pode identificar a espécie do carrapato para orientar melhor o risco de transmissão de doenças específicas e recomendar o monitoramento adequado.

Tratamento

A remoção dos carrapatos deve ser feita com pinça de ponta fina, girando suavemente no sentido anti-horário, sem esmagá-los para evitar regurgitação do conteúdo intestinal. Nunca use álcool, vaselina ou fogo para remover carrapatos vivos fixados.

O tratamento antiparasitário inclui banho carrapaticida, pipetas spot-on, coleiras impregnadas ou comprimidos (fluralaner, sarolaner, afoxolaner) com eficácia de 30 a 90 dias. Em casos de erliquiose ou babesiose, o tratamento específico (doxiciclina, imidocarb) deve ser iniciado imediatamente pelo veterinário.

Quando ir ao veterinário

Leve seu pet ao veterinário se notar grande quantidade de carrapatos, sinais de anemia (fraqueza, mucosas pálidas), febre, falta de apetite ou sangramento após exposição a carrapatos. Consulte também para escolher o antiparasitário mais adequado ao estilo de vida do seu animal — a prevenção é muito mais barata e eficaz que o tratamento das doenças transmitidas.

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Perguntas frequentes

Como remover um carrapato fixado no meu cão?

Use uma pinça de ponta fina, segure o carrapato o mais próximo possível da pele e puxe com pressão firme e constante, girando levemente no sentido anti-horário. Nunca esmague nem aplique álcool ou vaselina no carrapato fixado, pois isso pode acelerar a transmissão de patógenos.

Carrapato pode transmitir doença para humanos?

Sim. O carrapato estrela (Amblyomma sculptum) transmite a febre maculosa brasileira, que pode ser fatal em humanos em poucos dias. Ao remover carrapatos do seu pet, use luvas ou pinça e evite o contato direto com as mãos.

Com que frequência devo aplicar o antiparasitário?

Depende do produto: pipetas spot-on duram em geral 30 dias, comprimidos como fluralaner duram 90 dias, e coleiras antiparasitárias 4 a 8 meses. Mantenha o calendário rigorosamente, pois falhas na proteção criam janelas de risco.

Gatos podem usar os mesmos antiparasitários dos cães?

Não. Muitos antiparasitários caninos — especialmente os com permetrina — são extremamente tóxicos para gatos e podem causar convulsões e morte. Use somente produtos específicos para gatos, prescritos pelo veterinário.

Carrapatos vivem no ambiente da casa?

Sim. O Rhipicephalus sanguineus pode infestar o ambiente doméstico, especialmente frestas, quintal e canis. O tratamento do ambiente com inseticidas adequados é parte essencial do controle de infestações persistentes, sempre com cuidado para não intoxicar os animais.

Meu cão teve carrapatos e agora está apático. O que pode ser?

Pode ser erliquiose, babesiose ou outra doença transmitida pelo carrapato. Letargia, febre, falta de apetite e sangramento após exposição a carrapatos são sinais de alerta que exigem consulta veterinária com urgência e exame de sangue completo.

Filhotes são mais vulneráveis a infestações por carrapatos?

Sim. Filhotes têm sistema imunológico imaturo e menor volume sanguíneo, tornando-os mais suscetíveis à anemia por espoliação e às doenças transmitidas. A proteção antiparasitária deve ser iniciada assim que permitido pela idade, conforme orientação veterinária.

Posso usar produtos naturais para afastar carrapatos?

Produtos como óleo de neem e citronela têm ação repelente limitada e não substituem antiparasitários com eficácia comprovada. Em áreas de risco alto ou durante surtos de febre maculosa, depender apenas de repelentes naturais representa um risco real para o animal e para a família.

Por que encontro carrapatos no meu cão mesmo usando antiparasitário?

Alguns produtos não repelem carrapatos, apenas os matam após o contato. O carrapato pode subir no animal, mas morrerá antes de completar o repasto e transmitir doenças. Isso é normal. Se os carrapatos estiverem vivos e fixados, o produto pode estar vencido ou a cobertura falhou — consulte o veterinário.

Carrapato na orelha do gato é comum?

Sim, especialmente em gatos com acesso à rua. A orelha é um local quente e protegido, ideal para a fixação. Verifique regularmente a face interna das orelhas, entre os dedos, axilas e pescoço. Infestações de orelha podem causar infecção secundária e otite.

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