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O que é Infecção fúngica (Candidíase)?

Publicado em 01 de janeiro de 2025

A candidíase é uma infecção fúngica causada por leveduras do gênero Candida, sendo a Candida albicans a espécie mais comum. Em cães e gatos, a candidíase sistêmica é rara, mas a forma localizada — afetando pele, mucosas orais, genitais ou ouvidos — ocorre principalmente em animais imunocomprometidos ou em tratamento prolongado com antibióticos ou corticoides. O fungo Candida faz parte da microbiota normal de animais saudáveis, tornando-se patogênico apenas quando os mecanismos de defesa são comprometidos. O diagnóstico exige exame citológico ou cultura fúngica, e o tratamento com antifúngicos costuma ser eficaz quando a causa predisponente é corrigida.

O que é candidíase em pets?

Candidíase é a infecção oportunista causada por fungos do gênero Candida, especialmente C. albicans. Em condições normais, essa levedura coexiste em equilíbrio com a microbiota cutânea e mucosa do animal, sem causar doença. Quando o sistema imunológico é suprimido, a barreira cutânea é rompida ou a microbiota é alterada por antibioticoterapia prolongada, a Candida pode proliferar e causar infecção clínica.

Diferente da dermatofitose (causada por fungos como Microsporum e Trichophyton), a candidíase não é tipicamente transmissível entre animais ou para humanos em condições normais de convivência. O tratamento da doença de base é tão importante quanto o antifúngico específico.

Causas e tipos

Os principais fatores predisponentes são: imunossupressão por corticoides ou quimioterapia, uso prolongado de antibióticos de amplo espectro (que eliminam bactérias protetoras), diabetes mellitus, obesidade, humidade crônica em dobras cutâneas e uso de cateteres urinários ou intravenosos. Animais com doenças que comprometem a imunidade, como FIV e FeLV em gatos, são particularmente vulneráveis.

  • Candidíase oral: placas brancas cremosas nas gengivas, língua e mucosa bucal
  • Candidíase cutânea: lesões nas dobras cutâneas, entre os dedos e virilha
  • Candidíase urogenital: leucorreia e desconforto vaginal em fêmeas
  • Candidíase sistêmica: disseminação hematogênica — grave, com mortalidade elevada

Sintomas

Na candidíase oral, observam-se placas brancas cremosas na mucosa bucal, halitose, sialorréia e dificuldade de mastigação. Na forma cutânea, as lesões se apresentam como áreas avermelhadas, úmidas, com descamação e odor característico em dobras de pele, virilha ou entre os dedos.

Na candidíase urogenital, a fêmea apresenta secreção vaginal branca espessa, lambedura excessiva da região vulvar e disúria. Na forma sistêmica, surgem febre, letargia, anorexia e sinais de comprometimento de múltiplos órgãos.

Diagnóstico

O diagnóstico definitivo é feito por citologia (fita de acetato ou esfregaço corado com Gram ou Diff-Quick) revelando leveduras com brotamento em forma de "figura 8", típicas de Candida. A cultura fúngica em meio Sabouraud permite a identificação da espécie e o teste de sensibilidade aos antifúngicos.

O diagnóstico diferencial com dermatofitose, piodermatite bacteriana e alergias cutâneas é fundamental, pois o tratamento é completamente diferente. A biópsia cutânea pode ser necessária em casos atípicos.

Tratamento

O tratamento inclui antifúngicos tópicos (nistatina, clotrimazol, cetoconazol) para formas localizadas. Casos extensos ou resistentes exigem antifúngicos sistêmicos como fluconazol ou itraconazol, administrados por 2 a 6 semanas conforme a resposta clínica. A candidíase sistêmica grave requer anfotericina B intravenosa em ambiente hospitalar.

A correção da causa predisponente é essencial: reduzir ou suspender corticoides quando possível, controlar a glicemia em diabéticos, manter as dobras cutâneas secas e limpas e usar probióticos para restaurar a microbiota após antibioticoterapia.

Quando ir ao veterinário

Consulte o veterinário se notar placas brancas na boca do pet, lesões avermelhadas e malcheirosas nas dobras de pele, ou secreção vaginal anormal. Não automedicar com antifúngicos humanos, pois podem ser insuficientes ou inapropriados para a espécie e mascarar o diagnóstico correto.

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Perguntas frequentes

Candidíase em pets é contagiosa para humanos?

Em circunstâncias normais, a candidíase de pets não representa risco para humanos saudáveis, pois a Candida faz parte da microbiota de todos. Pessoas imunocomprometidas devem ter cuidado ao manusear animais com infecção ativa.

Por que meu pet desenvolveu candidíase após tomar antibiótico?

Os antibióticos eliminam bactérias protetoras que competem com a Candida pelo espaço na microbiota. Sem essa concorrência, o fungo prolifera. Por isso, probióticos veterinários são frequentemente indicados junto com antibioticoterapias prolongadas.

Como diferencia candidíase de dermatofitose (micose)?

Na prática clínica, a diferenciação exige exame laboratorial: citologia, cultura fúngica ou lâmpada de Wood. A dermatofitose geralmente causa alopecia com caspas, enquanto a candidíase tende a afetar dobras úmidas e mucosas. Apenas o veterinário pode confirmar o diagnóstico.

Posso usar nistatina humana no meu pet?

Não sem orientação veterinária. A dosagem e a formulação podem ser inadequadas para a espécie, e o diagnóstico precisa ser confirmado antes de iniciar qualquer antifúngico. O veterinário prescreverá o produto e a dose corretos.

Gatos com FIV têm mais risco de candidíase?

Sim. Animais com imunodeficiência (FIV, FeLV, pacientes em quimioterapia) têm sistema imunológico comprometido e são mais suscetíveis a infecções oportunistas como candidíase. O manejo preventivo inclui evitar antibioticoterapias desnecessárias e monitorar regularmente.

Candidíase oral em pets é dolorosa?

Sim. As placas brancas nas mucosas causam desconforto e dor, levando o animal a comer menos, rejeitar brinquedos de mordida e apresentar salivação excessiva. A halitose intensa também é comum.

Quanto tempo dura o tratamento da candidíase em pets?

Formas localizadas leves podem responder em 2 a 3 semanas de tratamento tópico. Casos sistêmicos ou em animais imunocomprometidos podem requerer tratamento de 4 a 8 semanas com antifúngico sistêmico. O acompanhamento com reavaliação laboratorial é importante.

Manter o pet seco previne candidíase cutânea?

Sim. A umidade crônica nas dobras cutâneas favorece o crescimento fúngico. Secar bem as dobras após banho, evitar envoltura com roupas úmidas e manter o pelo curto em animais predispostos são medidas preventivas eficazes.

Cão diabético pode ter candidíase recorrente?

Sim. O excesso de glicose na urina e nos tecidos cria um ambiente favorável ao crescimento de Candida. O controle rigoroso da glicemia, além do tratamento antifúngico específico, é essencial para resolver e prevenir recorrências em diabéticos.

Candidíase sistêmica é grave em pets?

Sim. A disseminação hematogênica da Candida pode afetar rins, coração, olhos e sistema nervoso central, com alta mortalidade mesmo com tratamento. Por isso, identificar e tratar infecções localizadas antes que se disseminem é fundamental.

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