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O que é Gastrite?

Publicado em 01 de janeiro de 2025

Gastrite é a inflamação da mucosa do estômago e uma das queixas digestivas mais comuns em cães e gatos. Pode se manifestar de forma aguda, com vômitos súbitos após ingestão de alimentos inadequados, ou crônica, com episódios recorrentes que indicam um problema subjacente persistente. As causas variam de simples indiscrição alimentar a infecções bacterianas, parasitárias e autoimunes. O tratamento depende da origem e da gravidade, indo de dieta branda e hidratação oral até internação e medicação específica nos casos mais intensos.

O que é gastrite em animais?

Gastrite é a inflamação da parede do estômago, mais especificamente da mucosa gástrica, que reveste internamente o órgão. Essa inflamação compromete a barreira protetora do estômago, permitindo que o ácido gástrico irrite o tecido e cause dor, náusea e vômitos. Em cães e gatos, a gastrite é uma das causas mais frequentes de consultas veterinárias por problemas digestivos.

A doença pode ser classificada em aguda, quando surge de forma repentina e resolve-se em poucos dias, ou crônica, quando persiste por semanas ou meses e exige investigação aprofundada para identificar a causa de base.

Causas e tipos

A gastrite aguda frequentemente resulta de indiscrição alimentar — ingestão de lixo, alimentos estragados, corpos estranhos ou substâncias tóxicas. A gastrite crônica pode estar associada a infecção por Helicobacter spp., uso prolongado de anti-inflamatórios, alergias alimentares, doenças sistêmicas como insuficiência renal ou hepática, e condições autoimunes.

  • Gastrite aguda por indiscrição alimentar
  • Gastrite por corpo estranho
  • Gastrite bacteriana (Helicobacter)
  • Gastrite alérgica ou eosinofílica
  • Gastrite urêmica (associada à doença renal)

Sintomas

O sinal mais característico é o vômito, que pode conter alimento, bile ou, em casos graves, sangue. Outros sinais incluem náusea (salivação excessiva, lambidas de focinho), perda de apetite, dor abdominal, letargia e, em quadros prolongados, perda de peso e desidratação.

Na gastrite crônica, os vômitos tendem a ser intermitentes, muitas vezes biliosos e ocorrendo de madrugada ou logo pela manhã, quando o estômago está vazio.

Diagnóstico

O veterinário inicia com histórico detalhado e exame físico. Exames de sangue e urina ajudam a descartar causas sistêmicas. Radiografias e ultrassonografia abdominal avaliam a presença de corpos estranhos ou alterações estruturais. Em casos crônicos, a endoscopia gástrica com biópsia é o padrão-ouro para identificar o tipo de inflamação e excluir neoplasias.

Testes específicos para Helicobacter podem ser realizados durante a endoscopia por meio de biópsia e teste rápido de urease.

Tratamento

Na gastrite aguda, o jejum de 12 a 24 horas seguido de reintrodução gradual de dieta altamente digestível costuma ser suficiente. Antieméticos, protetores gástricos como omeprazol e, quando necessário, fluidoterapia são prescritos. Na gastrite crônica, o tratamento é dirigido à causa: antibioticoterapia para Helicobacter, dieta de eliminação para alergias alimentares e ajuste de medicações gastrolesivas.

Casos graves com hemorragia digestiva exigem internação, suporte intensivo e, eventualmente, endoscopia terapêutica.

Prevenção

Evitar que o animal acesse lixo, alimentos humanos e objetos que possam ser ingeridos é fundamental. Manter alimentação regular com ração de qualidade, realizar consultas periódicas e não administrar anti-inflamatórios sem orientação veterinária reduzem significativamente o risco de gastrite. Em animais predispostos, o veterinário pode recomendar protetores gástricos preventivos antes de procedimentos estressantes.

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Perguntas frequentes

Gastrite em cão pode ser grave?

Sim, dependendo da causa. A gastrite aguda leve costuma resolver com jejum e dieta branda, mas quadros com sangramento, desidratação intensa ou causa sistêmica como insuficiência renal exigem tratamento hospitalar urgente.

Qual é o principal sinal de gastrite em gatos?

O vômito é o sinal mais comum, muitas vezes bilioso e ocorrendo de madrugada. Gatos com gastrite crônica também podem apresentar perda de peso gradual e menor apetite.

Posso dar omeprazol para meu cachorro com gastrite sem receita?

Não é recomendado sem avaliação veterinária. Embora o omeprazol seja usado em cães, a dose, a duração e a indicação variam conforme o caso, e automeditar pode mascarar doenças mais graves.

Gastrite pode ser causada por alergia alimentar?

Sim. A gastrite eosinofílica é uma forma de inflamação relacionada a hipersensibilidade alimentar, especialmente a proteínas como frango, carne bovina ou leite. A dieta de eliminação é fundamental para o diagnóstico.

Meu pet vomitou sangue. É gastrite grave?

Vômito com sangue (hematêmese) indica lesão da mucosa gástrica e exige avaliação veterinária imediata. Pode ser gastrite hemorrágica, úlcera ou, em casos mais sérios, corpo estranho ou neoplasia.

Que alimentos são indicados durante o tratamento de gastrite?

O veterinário geralmente recomenda dieta altamente digestível como frango cozido sem tempero com arroz branco, ou ração prescrita para problemas gastrointestinais, introduzida em pequenas porções frequentes.

A gastrite crônica pode se tornar câncer?

Embora rara em animais, a inflamação gástrica crônica prolongada aumenta o risco de transformação neoplásica. Por isso, casos recorrentes devem ser investigados com endoscopia e biópsia.

Quanto tempo dura uma crise de gastrite aguda?

Com tratamento adequado, a gastrite aguda simples melhora em 24 a 72 horas. Se os vômitos persistirem além desse período ou o animal piorar, é necessário reavaliação.

Estresse pode causar gastrite em pets?

Sim. Situações de estresse intenso como viagens, mudanças de ambiente ou barulhos podem desencadear gastrite funcional em cães e gatos predispostos, pois o estresse altera a motilidade e a secreção gástrica.

Como prevenir gastrite em um cachorro que come tudo que encontra?

Supervisionar o animal em ambientes abertos, usar focinheira de segurança quando necessário, enriquecer o ambiente para reduzir comportamentos compulsivos e treinar o comando 'larga' são estratégias eficazes, além de visitas regulares ao veterinário.

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