O que é fratura óssea?
Fratura óssea é qualquer solução de continuidade no tecido ósseo, classificada quanto à integridade da pele (fechada ou aberta/exposta), ao padrão da linha de fratura (transversa, oblíqua, espiral, cominutiva) e ao número de fragmentos. Fraturas expostas são emergências médicas pois aumentam o risco de infecção grave (osteomielite).
Em medicina veterinária, as fraturas de membros posteriores são as mais frequentes em cães e gatos, com destaque para o fêmur, a tíbia e o rádio/ulna.
Causas e tipos
As principais causas são trauma (atropelamento, quedas, brigas), mas fraturas patológicas também ocorrem em animais com neoplasias ósseas, osteomielite, hiperparatireoidismo ou deficiências nutricionais. Filhotes em crescimento são mais vulneráveis a fraturas em pontos de crescimento (fraturas de Salter-Harris).
- Fratura fechada: sem comunicação com o exterior
- Fratura exposta: fragmento perfura a pele — emergência
- Fratura cominutiva: múltiplos fragmentos — cirurgia complexa
- Fratura patológica: em osso previamente doente
- Fratura por estresse: sobrecarga repetitiva
Sintomas
O animal apresenta dor aguda, claudicação severa ou ausência de apoio no membro, edema local, crepitação óssea, deformidade visível e, em fraturas expostas, projeção do osso. Prostração, gemidos e taquicardia são sinais de dor intensa ou choque traumático associado.
Em fraturas da coluna vertebral, podem surgir déficits neurológicos como paresia ou paralisia, que constituem emergência ortopédica/neurológica.
Diagnóstico
O diagnóstico é confirmado por radiografia em pelo menos duas projeções ortogonais. A tomografia computadorizada é indicada para fraturas complexas, articulares ou vertebrais. Exames laboratoriais avaliam o estado geral do paciente antes da anestesia cirúrgica.
A avaliação neurológica completa é obrigatória em fraturas vertebrais e em qualquer animal que apresente déficit motor nos membros após trauma.
Tratamento
O tratamento definitivo pode ser conservador (talas, bandagens rígidas) para fraturas estáveis em filhotes ou animais de pequeno porte, ou cirúrgico nas demais situações. As técnicas cirúrgicas incluem fixação interna (placas, hastes intramedulares, parafusos) e fixação externa (aparelhos externos).
O manejo da dor, antibioticoterapia profilática e fisioterapia pós-operatória são partes fundamentais da recuperação. Fraturas bem tratadas geralmente consolidam em 4 a 12 semanas dependendo da idade e do local.
Prevenção
Evitar que animais circulem livremente em vias de tráfego, usar guias durante passeios, proteger janelas e varandas em apartamentos e fornecer alimentação com cálcio e fósforo adequados são medidas preventivas importantes. A castração precoce e o controle de peso reduzem o risco de fraturas em saltos e quedas.