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Doença⏱ 3 min de leitura👁 311 visualizações

O que é Filariose cardiopulmonar?

Publicado em 01 de janeiro de 2025

Filariose cardiopulmonar, também conhecida como dirofilariose ou 'verme do coração', é uma doença parasitária causada pelo nematoide Dirofilaria immitis. Os vermes adultos habitam o coração direito e as artérias pulmonares dos cães, podendo causar insuficiência cardíaca e morte. A transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados. O Brasil possui zonas endêmicas, especialmente em regiões de clima tropical e subtropical. Em gatos, a doença é menos frequente, porém mais grave. A prevenção com antiparasitários mensais é altamente eficaz e deve ser iniciada desde filhote.

O que é filariose cardiopulmonar?

A filariose cardiopulmonar ou dirofilariose é causada pelo parasita Dirofilaria immitis, um nematoide que em sua fase adulta pode medir de 15 a 30 cm de comprimento. Os vermes adultos se alojam no coração direito, artéria pulmonar e seus ramos, causando obstrução mecânica ao fluxo sanguíneo e resposta inflamatória crônica grave.

A doença pode levar meses a anos para manifestar sinais clínicos. Quanto mais vermes adultos presentes (carga parasitária), maior a gravidade. Casos com alta carga parasitária podem evoluir para síndrome da veia cava, emergência com mortalidade elevada.

Causas e tipos

A transmissão se dá pela picada de mosquitos do gênero Culex e Aedes infectados com larvas de D. immitis (microfilárias). As larvas percorrem o organismo do cão por meses até atingir o coração e as artérias pulmonares como vermes adultos. O ciclo completo dura cerca de 6 a 7 meses após a picada infectante.

  • Classe 1: assintomática — achado incidental
  • Classe 2: sintomas leves a moderados — tosse e intolerância ao exercício
  • Classe 3: sintomas graves — insuficiência cardíaca direita
  • Classe 4: síndrome da veia cava — emergência com alta mortalidade

Sintomas

Os sinais dependem da classe clínica: tosse crônica progressiva, intolerância ao exercício, fadiga fácil, perda de peso, distensão abdominal por ascite (acúmulo de líquido), sincope e, em casos avançados, sinais de insuficiência cardíaca direita como edema e ingurgitamento das jugulares.

Na síndrome da veia cava, o cão apresenta colapso agudo, hemoglobinúria (urina escura), anemia grave e choque. Sem intervenção cirúrgica emergencial para retirada dos vermes, o óbito ocorre em poucos dias.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por teste de antígeno (detecta fêmeas adultas no sangue — método mais sensível e específico), pesquisa de microfilárias no sangue periférico e exames complementares como radiografia torácica, ecocardiografia e hemograma. A combinação de antigenemia positiva e achados ecocardiográficos confirma o diagnóstico e estadiamento.

Em gatos, o diagnóstico é mais difícil pois a carga parasitária é menor e os testes de antígeno são menos sensíveis. Testes de anticorpos e ecocardiografia são importantes nessa espécie.

Tratamento

O tratamento adulticida em cães usa melarsamina (arsênico orgânico), administrada em protocolo específico com períodos de restrição rigorosa de atividade física para evitar embolia pulmonar pelos vermes mortos. O protocolo de três doses (adulticida lento) é o mais seguro e recomendado atualmente.

Nos meses que antecedem o adulticida, a doxiciclina é usada para enfraquecer os vermes adultos (atuando sobre a bactéria endossimbionte Wolbachia) e macrocíclicos mensais para eliminar larvas. Em gatos, o tratamento adulticida é contraindicado pelo alto risco; o manejo é de suporte.

Prevenção

A prevenção é altamente eficaz e acessível com antiparasitários mensais contendo ivermectina, milbemicina, moxidectina ou selamectina, administrados durante todo o ano em regiões endêmicas. O teste de antígeno anual é recomendado antes de iniciar a profilaxia e para monitorar animais em risco. Controle de mosquitos no ambiente complementa a prevenção.

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Perguntas frequentes

O que é verme do coração em cães?

É a filariose cardiopulmonar, causada pelo parasita Dirofilaria immitis, que habita o coração direito e as artérias pulmonares dos cães, podendo causar insuficiência cardíaca grave.

Como meu cão pode pegar filariose?

Pela picada de mosquito infectado com larvas de D. immitis. Qualquer cão exposto a mosquitos tem risco, especialmente em regiões tropicais e subtropicais do Brasil.

Gato pode ter filariose cardiopulmonar?

Sim, mas é menos frequente e os sinais são diferentes — muitas vezes respiratórios agudos. Em gatos, não existe tratamento adulticida seguro, e o manejo é de suporte.

Filariose tem tratamento?

Sim. Em cães, usa-se melarsamina para matar os vermes adultos, precedida por doxiciclina e macrocíclicos. O tratamento exige protocolo rigoroso e restrição de atividade física.

A prevenção mensal funciona mesmo?

Sim. Os antiparasitários mensais com ivermectina, milbemicina ou moxidectina são altamente eficazes na prevenção quando administrados corretamente e sem interrupção.

Que remédio previne filariose em cães?

Produtos com ivermectina, milbemicina oxima, moxidectina ou selamectina, administrados mensalmente, previnem a filariose. Consulte o veterinário para indicação do produto adequado.

Posso começar a prevenção a qualquer momento?

Antes de iniciar a profilaxia, o cão deve ser testado para garantir que não está infectado. Em filhotes com menos de 7 meses, o teste pode ser dispensado em áreas de baixo risco.

Por que meu cão precisa ficar em repouso durante o tratamento?

A morte dos vermes adultos pode gerar êmbolos nas artérias pulmonares. O repouso reduz o fluxo sanguíneo pulmonar e diminui o risco de embolia, que pode ser fatal.

Cão com filariose pode transmitir a doença para outros cães?

Não diretamente. A transmissão requer um mosquito vetor. Porém, cães com microfilárias no sangue podem ser fonte de infecção para mosquitos que, posteriormente, infectam outros cães.

Filariose cardiopulmonar é contagiosa para humanos?

Raramente. Humanos podem ser infectados pela D. immitis, mas o parasita geralmente não completa seu ciclo e forma nódulos benignos no pulmão. Não se transmite de cão para humano diretamente.

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