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O que é Feocromocitoma?

Publicado em 01 de janeiro de 2025

Feocromocitoma é um tumor neuroendócrino raro que se origina nas células cromafins da medula adrenal (parte interna da glândula suprarrenal). O tumor produz e libera catecolaminas em excesso — principalmente adrenalina e noradrenalina — causando crises de hipertensão arterial grave, taquicardia e sinais cardiovasculares agudos. Afeta principalmente cães de meia-idade a idosos. O diagnóstico é desafiador pois os sinais podem ser episódicos e inespecíficos. O tratamento de eleição é a remoção cirúrgica do tumor (adrenalectomia), procedimento de alto risco que exige preparo intensivo.

O que é feocromocitoma?

Feocromocitoma é uma neoplasia originária das células cromafins da medula suprarrenal, estrutura responsável pela produção de catecolaminas em condições de estresse. O tumor produz catecolaminas de forma autônoma e desregulada, gerando picos hipertensivos graves que podem causar emergências cardiovasculares.

É considerado um tumor funcionante pois seus efeitos são decorrentes dos hormônios que secreta. Em cães, pode se apresentar como massa adrenal unilateral ou, raramente, bilateral. Metástases para fígado, linfonodos e pulmões ocorrem em cerca de 50% dos casos.

Causas e tipos

A causa exata do feocromocitoma não é totalmente elucidada em medicina veterinária. Mutações genéticas em genes supressores de tumor são investigadas. A doença é mais comum em cães de grande porte com mais de 10 anos. Não há predisposição racial clara estabelecida.

  • Feocromocitoma benigno: restrito à glândula adrenal
  • Feocromocitoma maligno: com invasão local ou metástases
  • Paraganglioma: tumor similar originado fora da adrenal
  • Feocromocitoma bilateral: raro, pior prognóstico

Sintomas

Os sinais são frequentemente episódicos e se correlacionam com picos de liberação de catecolaminas: fraqueza súbita, colapso, taquicardia, respiração acelerada, agitação, tremores, vômitos, episódios de cegueira transitória e distensão abdominal. Entre as crises, o animal pode parecer normal.

Hipertensão arterial persistente ou paroxística é a alteração mais consistente. Danos a órgãos-alvo como coração (hipertrofia ventricular), rins e olhos (descolamento de retina) podem ocorrer progressivamente.

Diagnóstico

O diagnóstico é fundamentado na detecção de massa adrenal à ultrassonografia abdominal, associada a hipertensão arterial e achados laboratoriais. A dosagem de catecolaminas e seus metabólitos (ácido vanilmandélico, metanefrinas) na urina ou plasma confirma a hipersecreção hormonal, quando disponível.

Tomografia computadorizada é essencial para avaliar extensão local, invasão vascular (especialmente veia cava caudal) e metástases — informações cruciais para o planejamento cirúrgico.

Tratamento

O tratamento curativo é a adrenalectomia. O preparo pré-operatório inclui bloqueio alfa-adrenérgico (fenoxibenzamina) por 2 a 3 semanas para estabilizar a pressão arterial e prevenir crises hipertensivas intraoperatórias. A cirurgia é tecnicamente complexa pelo risco de hemorragia maciça e instabilidade cardiovascular.

Casos inoperáveis são manejados com controle pressórico a longo prazo. O prognóstico varia: feocromocitomas benignos ressecados com sucesso têm bom prognóstico; casos com metástases têm sobrevida limitada.

Prevenção

Não há medidas preventivas específicas para feocromocitoma. A detecção precoce é favorecida por check-ups regulares em cães idosos, incluindo medição da pressão arterial e ultrassonografia abdominal anual. A identificação e tratamento da hipertensão podem evitar danos secundários aos órgãos-alvo antes do diagnóstico definitivo.

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Perguntas frequentes

O que é feocromocitoma em cães?

É um tumor da glândula suprarrenal que produz excesso de adrenalina e noradrenalina, causando crises de hipertensão grave, taquicardia e colapso. Afeta principalmente cães idosos.

Feocromocitoma é maligno?

Pode ser. Cerca de 50% dos feocromocitomas caninos apresentam comportamento maligno com invasão local ou metástases. O diagnóstico definitivo da malignidade exige avaliação anatomopatológica.

Quais raças têm mais risco de feocromocitoma?

Não há predisposição racial clara estabelecida. O tumor é mais comum em cães de médio e grande porte, com mais de 10 anos de idade, independentemente da raça.

Como se descobre um feocromocitoma?

Frequentemente é descoberto por ultrassonografia abdominal em investigação de hipertensão ou colapso. A dosagem de catecolaminas na urina e a tomografia confirmam o diagnóstico.

A cirurgia do feocromocitoma é arriscada?

Sim, é uma das cirurgias de maior risco em medicina veterinária devido ao risco de crise hipertensiva intraoperatória e hemorragia. O preparo pré-operatório adequado é fundamental.

O cão pode ter crise durante a consulta veterinária?

Sim. O estresse da consulta pode desencadear liberação de catecolaminas e precipitar uma crise hipertensiva. Por isso é importante informar ao veterinário sobre os episódios anteriores.

Existe alternativa à cirurgia para feocromocitoma?

Em casos inoperáveis, o controle clínico da hipertensão com alfa-bloqueadores é a alternativa. No entanto, não trata o tumor em si e a sobrevida é limitada.

Após a cirurgia, o cão se cura do feocromocitoma?

Se o tumor for benigno e completamente ressecado, o prognóstico é bom. Casos com metástases ou ressecção incompleta têm risco de recidiva e sobrevida reduzida.

Meu cão tem pressão alta — pode ser feocromocitoma?

Hipertensão em cães tem muitas causas (doença renal, Cushing, feocromocitoma). O veterinário investigará com ultrassonografia e exames hormonais para identificar a causa.

Feocromocitoma ocorre em gatos?

É extremamente raro em gatos. Quando ocorre, os sinais são semelhantes aos dos cães. A grande maioria dos casos relatados é em cães de idade avançada.

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