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O que é Trombose?

Publicado em 01 de janeiro de 2025

Trombose é a formação de coágulos (trombos) dentro de vasos sanguíneos, podendo obstruir parcial ou totalmente o fluxo. Em gatos, a tromboembolismo aórtico (TEA) — obstrução da artéria aorta caudal por êmbolo — é uma das emergências mais dramáticas, causando paralisia aguda dos membros posteriores, dor intensa e hipotermia das extremidades. Em cães, a tromboembolismo pulmonar é mais comum, associado a hiperadrenocorticismo, nefropatia perdedora de proteína, septicemia e neoplasias. A CIVD (coagulação intravascular disseminada) é forma grave de distúrbio da coagulação com trombose microvascular disseminada. O tratamento da trombose felina inclui analgesia intensa, anticoagulantes e manejo da doença cardíaca subjacente. O prognóstico é reservado, com alta mortalidade aguda e recidivas frequentes.

O que é trombose em animais?

Trombose é a formação patológica de coágulos (trombos) dentro dos vasos sanguíneos. Pode ocorrer em artérias (trombose arterial — mais grave pela isquemia imediata) ou veias (trombose venosa — com risco de embolia). O trombo pode romper e migrar como êmbolo para outro local, causando obstrução a distância.

A tríade de Virchow descreve os fatores predisponentes: alteração do fluxo sanguíneo (estase), lesão endotelial e estado de hipercoagulabilidade. Doenças cardíacas, renais, neoplásicas e inflamatórias crônicas criam essas condições em pets.

Tromboembolismo aórtico felino

Em gatos, a cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é a principal causa. O átrio esquerdo dilatado é um ambiente propício para formação de trombos, que podem migrar e impactar na bifurcação da aorta caudal (tromboembolismo aórtico — TEA), cortando o suprimento sanguíneo dos membros posteriores.

  • Causa: cardiomiopatia hipertrófica felina (mais comum)
  • Localização: bifurcação aórtica (membros posteriores)
  • Sinais: paralisia aguda dos membros posteriores, dor intensa, membros frios
  • Prognóstico: mortalidade aguda de 30 a 50%, recidiva frequente

Sintomas

No TEA felino, o início é súbito e dramático: paralisia ou paresia dos membros posteriores, dor excruciante (vocalização), membros posteriores frios ao toque, ausência de pulso femoral e unhas azuladas (cianose). O gato pode vocalizar intensamente de dor. Outros sinais cardíacos como dispneia podem estar presentes.

Tromboembolismo pulmonar em cães manifesta-se com dispneia súbita, taquicardia e hipoxemia, frequentemente sem lesão pulmonar visível na radiografia — sinal que deve aumentar a suspeita.

Diagnóstico

No TEA felino, o diagnóstico clínico é geralmente suficiente: gato com paralisia aguda de membros posteriores, membros frios e dolorosos, sem pulso femoral. Ecocardiograma confirma a cardiopatia subjacente e pode visualizar o trombo atrial. D-dímero elevado indica ativação da coagulação.

Tromboembolismo pulmonar em cães é diagnosticado por angiografia por TC (gold standard) ou ecocardiograma com sinais de cor pulmonale agudo. Gasometria arterial mostra hipoxemia.

Tratamento

No TEA, a analgesia potente (opioides) é o primeiro passo — a dor é intensa. Heparina não fracionada ou de baixo peso molecular é anticoagulante de uso agudo. Clopidogrel é o antiplaquetário de manutenção mais usado em gatos. Rivaroxabana é alternativa oral. Terapia trombolítica (rt-PA) tem alto risco de complicações hemorrágicas.

Tratamento da doença cardíaca subjacente é fundamental para prevenção de recidiva. Gatos que sobrevivem ao episódio agudo geralmente recuperam parcialmente a função motora em semanas, mas a recidiva é comum sem anticoagulação de manutenção.

Prognóstico

O TEA felino tem mortalidade aguda de 30 a 50%. Gatos que sobrevivem e recuperam mobilidade têm sobrevida mediana de cerca de 6 meses com tratamento, com recidivas frequentes. O prognóstico da cardiopatia subjacente determina a evolução a longo prazo.

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Perguntas frequentes

Meu gato ficou paralisado dos membros traseiros de repente. O que pode ser?

Paralisia aguda dos membros posteriores em gato é quase sempre tromboembolismo aórtico. Verifique se as patas traseiras estão frias e se há ausência de pulso na virilha. É emergência absoluta — leve ao veterinário imediatamente, pois a dor é intensa e a vida está em risco.

O que causa o trombo no gato com cardiomiopatia?

A cardiomiopatia hipertrófica dilata o átrio esquerdo. Sangue em estase (fluxo lento) no átrio aumentado forma trombos. O trombo pode migrar pela aorta e impactar na bifurcação aórtica caudal, cortando o suprimento dos membros posteriores.

Gato com tromboembolismo pode recuperar os membros?

Sim, muitos gatos recuperam parcial ou totalmente a função motora nos membros posteriores nas semanas seguintes ao episódio, se sobrevivem à fase aguda. A recuperação depende da extensão da isquemia e do tratamento de suporte.

Como prevenir o tromboembolismo em gato com cardiopatia?

Clopidogrel oral diário é o principal preventivo — reduz a recorrência em gatos sobreviventes. Rivaroxabana é alternativa mais moderna. O controle da cardiopatia com medicamentos (atenolol, diltiazem, furosemida conforme indicação) também é fundamental.

Tromboembolismo pulmonar em cão é comum?

É mais comum do que diagnosticado. Associado a hiperadrenocorticismo, nefropatia perdedora de proteína, septicemia, neoplasias e imobilidade prolongada. Diagnóstico difícil pois a radiografia pode ser normal — requer alto índice de suspeita e TC de tórax.

O que é CIVD?

Coagulação intravascular disseminada (CIVD) é uma complicação grave de septicemia, politrauma e outras condições onde o sistema de coagulação é ativado de forma descontrolada, formando microtrombos em vários órgãos simultaneamente, enquanto o consumo de fatores causa hemorragias. É emergência hematológica.

Heparina é usada no tratamento de trombose em pets?

Sim. A heparina não fracionada ou de baixo peso molecular é o anticoagulante de uso agudo. Previne extensão do trombo e formação de novos. Requer monitoramento laboratorial. Para manutenção em longo prazo, anticoagulantes orais como clopidogrel ou rivaroxabana são preferidos.

Trombose em cão pode ser nos pulmões?

Sim. Tromboembolismo pulmonar em cães causa dispneia súbita, taquicardia e hipoxemia. Frequentemente associado a doenças predisponentes. O diagnóstico requer TC de tórax com contraste ou ecocardiograma. O tratamento inclui anticoagulação e oxigenoterapia.

Pata fria no gato é sempre tromboembolismo?

Não necessariamente, mas é sinal de alerta importante. Hipotermia, choque e algumas doenças neurológicas também podem causar extremidades frias. No contexto de paralisia aguda, patas frias e ausência de pulso femoral são altamente sugestivos de TEA e exigem avaliação emergencial imediata.

Qual é a diferença entre trombose e embolia?

Trombose é a formação do coágulo no local onde ele está. Embolia é quando um fragmento (êmbolo) se desprende e migra para obstruir outro vaso. No TEA felino, o trombo forma-se no átrio esquerdo (trombose) e o êmbolo migra para a aorta (embolia arterial).

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