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O que é Osteoartrite?

Publicado em 01 de janeiro de 2025

Osteoartrite (OA), também chamada de doença articular degenerativa, é a degeneração progressiva da cartilagem articular acompanhada de alterações no osso subcondral, formação de osteófitos e inflamação crônica da articulação. É a doença musculoesquelética mais comum em cães e gatos idosos. A condição causa dor crônica, rigidez articular e redução progressiva da mobilidade, impactando diretamente a qualidade de vida do animal. Embora não tenha cura, o manejo multimodal — que combina analgesia, fisioterapia, controle de peso e suplementação — pode retardar a progressão e manter o conforto por anos.

O que é osteoartrite?

Osteoartrite é uma doença articular crônica e progressiva caracterizada pela degradação da cartilagem hialina que recobre as superfícies articulares. Sem essa proteção, os ossos friccionam diretamente, gerando dor, inflamação e, com o tempo, deformidade articular. É estimada em mais de 20% dos cães adultos e é ainda mais prevalente em animais acima de 7 anos.

Em gatos, a OA é subdiagnosticada porque felinos escondem a dor de forma instintiva. Estudos radiográficos mostram que mais de 90% dos gatos acima de 12 anos apresentam alterações osteoartríticas em pelo menos uma articulação.

Causas e tipos

A OA primária resulta do desgaste natural com a idade. A OA secundária — mais comum em pets — decorre de alterações ortopédicas preexistentes como displasia de quadril ou cotovelo, ruptura de ligamento cruzado cranial, luxação de patela, osteocondrose e traumas articulares. A obesidade acelera drasticamente a progressão da doença.

  • Displasia de quadril: causa mais comum de OA em cães de grande porte
  • Ruptura de ligamento cruzado cranial: leva a OA do joelho em meses
  • Displasia de cotovelo: frequente em raças como Labrador e Rottweiler
  • Luxação de patela: OA progressiva em cães pequenos
  • Obesidade: sobrecarga articular que acelera a degeneração

Sintomas

Os sinais clássicos em cães incluem claudicação que piora após repouso e melhora com movimento leve, dificuldade para levantar, subir escadas e entrar no carro, relutância em brincar e redução do tempo de exercício. Em fases avançadas, a articulação pode estar aumentada de volume e com crepitação palpável.

Em gatos, os sinais são mais sutis: menor salto, hesitação antes de pular, dificuldade para se groomar as regiões posteriores, uso irregular da caixa de areia e irritabilidade ao toque. Reconhecer esses sinais é essencial para intervenção precoce.

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado no exame ortopédico detalhado, avaliando amplitude de movimento, dor à manipulação e crepitação articular. A radiografia confirma alterações como estreitamento do espaço articular, formação de osteófitos e esclerose subcondral. Em casos complexos, tomografia computadorizada ou ressonância magnética fornecem informações complementares.

Tratamento

O manejo é multimodal e individualizado. Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) veterinários são a base da analgesia. Gabapentina e tramadol são adicionados em casos mais avançados. Injeções intra-articulares de ácido hialurônico ou corticoide têm papel complementar. O anticorpo monoclonal bedinvetmab, aprovado para dor osteoartrítica em cães, representa grande avanço terapêutico recente.

Fisioterapia veterinária, hidrodinâmica, acupuntura e laser de baixa intensidade complementam o controle farmacológico. Suplementos como glucosamina, condroitina e ômega-3 têm evidências de suporte na manutenção cartilaginosa. O controle do peso corporal é uma das intervenções mais eficazes para reduzir a dor e retardar a progressão.

Prevenção

Manter o peso ideal, tratar precocemente as alterações ortopédicas predisponentes, promover exercícios regulares de baixo impacto e iniciar suplementação condroitera em animais de risco são estratégias preventivas eficazes. Consultas veterinárias semestrais em cães e gatos acima de 7 anos permitem identificar a OA em estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz.

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Perguntas frequentes

Osteoartrite tem cura?

Não, a OA é progressiva e não tem cura. Porém, com manejo adequado — controle de peso, analgesia, fisioterapia e suplementação — é possível reduzir a dor significativamente e manter o animal com boa qualidade de vida por muitos anos.

Como saber se meu gato tem artrose?

Gatos escondem a dor instintivamente. Sinais sutis incluem menor salto, dificuldade de grooming nas regiões posteriores, irritabilidade ao toque e hesitação antes de pular. Qualquer mudança de comportamento em gatos idosos justifica uma avaliação veterinária.

Posso dar anti-inflamatório humano para meu pet com artrose?

Não. Anti-inflamatórios humanos como ibuprofeno e paracetamol são tóxicos para cães e gatos e podem causar úlceras gástricas, insuficiência renal e até morte. Use somente medicamentos prescritos pelo veterinário para o seu animal.

Fisioterapia realmente ajuda na artrose?

Sim, a fisioterapia veterinária é altamente eficaz. Hidrodinâmica (natação ou esteira aquática), laser de baixa intensidade, ultrassom terapêutico e exercícios específicos reduzem a dor, fortalecem a musculatura periarticular e melhoram a mobilidade sem sobrecarregar as articulações.

Glucosamina e condroitina funcionam para artrose em pets?

Têm evidências moderadas de benefício, especialmente em fases iniciais, ajudando a manter a integridade cartilaginosa e reduzir a inflamação. São seguros para uso a longo prazo e complementam — mas não substituem — a analgesia convencional.

Displasia de quadril sempre leva à artrose?

Sim, praticamente sempre. A incongruência articular da displasia causa desgaste acelerado da cartilagem e leva à OA em meses a poucos anos. Por isso, o diagnóstico precoce da displasia e o tratamento cirúrgico quando indicado são essenciais para retardar o desenvolvimento da artrose.

Com que idade devo começar a me preocupar com artrose no meu cão?

Em raças de grande porte e raças predispostas a displasias, a vigilância deve começar aos 5 a 6 anos. Em cães de pequeno porte, geralmente a partir dos 8 anos. Consultas semestrais com avaliação ortopédica permitem diagnóstico antes do aparecimento de dor intensa.

Meu cão tem artrose avançada. Ele sofre muito?

A dor crônica reduz muito a qualidade de vida, mas com manejo adequado é possível controlá-la significativamente. Converse com o veterinário sobre a combinação de AINEs, analgésicos adjuvantes, fisioterapia e adaptações no ambiente doméstico para maximizar o conforto do seu animal.

O que é bedinvetmab e como funciona?

Bedinvetmab é um anticorpo monoclonal que bloqueia o Fator de Crescimento Neural (NGF), um mediador central da dor osteoartrítica. Administrado mensalmente por injeção, proporciona controle da dor com alta eficácia e mínimos efeitos colaterais. É uma das maiores inovações recentes no tratamento da OA canina.

Escadas e rampas ajudam cães com artrose?

Sim. Rampas ou escadinhas para subir no sofá e na cama evitam impacto articular. Camas ortopédicas de espuma viscoelástica aliviam os pontos de pressão. Pisos antiderrapantes reduzem escorregamentos que causam dor aguda. Pequenas adaptações no ambiente fazem grande diferença no dia a dia.

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