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O que é Mastite?

Publicado em 01 de janeiro de 2025

Mastite é a inflamação das glândulas mamárias, mais comum em cadelas e gatas que estão amamentando ou em pseudociese (gravidez psicológica). A doença pode ser aguda, com sinais sistêmicos graves, ou crônica, com evolução mais lenta e discreta. A causa principal é a infecção bacteriana, geralmente por Staphylococcus, Streptococcus ou Escherichia coli, que penetram pelo ducto mamário ou por feridas na mama. O tratamento precoce com antibióticos é fundamental para evitar abscesso, septicemia e comprometimento permanente das glândulas.

O que é mastite?

Mastite é a inflamação das glândulas mamárias causada principalmente por infecção bacteriana. Acomete com mais frequência cadelas e gatas no período pós-parto, durante a lactação, mas pode ocorrer em fêmeas com pseudociese ou em qualquer fase do ciclo reprodutivo. A mama afetada fica quente, avermelhada, dolorosa e pode produzir leite com aparência alterada — amarelado, sanguinolento ou com grumos.

Existem duas formas principais: a mastite aguda, que evolui rapidamente e pode causar septicemia se não tratada, e a mastite crônica, de progressão lenta e com formação eventual de nódulos. Filhotes que mamam em glândulas infectadas podem ingerir toxinas bacterianas e adoecer, por isso o manejo do ninho é parte do tratamento.

Causas e tipos

A maioria dos casos é causada por bactérias gram-positivas ou gram-negativas que colonizam o ducto mamário. Fatores predisponentes incluem higiene precária do ambiente de parição, traumas nas tetas causados por filhotes, acúmulo de leite por filhotes fracos ou mortos, e imunidade reduzida no pós-parto.

  • Mastite aguda: início súbito, febre, prostração, mama muito inflamada
  • Mastite crônica: evolução lenta, nódulos firmes, sem sinais sistêmicos evidentes
  • Abscesso mamário: acúmulo de pus com flutuação à palpação
  • Mastite gangrenosa: forma grave com necrose tecidual, emergência clínica

Sintomas

Os sinais clínicos variam com a gravidade. Na forma aguda observam-se uma ou mais mamas aumentadas de volume, quentes, endurecidas e dolorosas ao toque. O animal pode recusar alimentação, apresentar febre, letargia e rejeitar os filhotes. O leite pode ter coloração anormal, odor fétido ou conter pus.

Na mastite crônica os sinais locais são discretos, mas há persistência de nódulos que podem evoluir para fibrose ou, raramente, degeneração neoplásica. Filhotes que mamam em glândulas infectadas tendem a apresentar baixo ganho de peso, choro excessivo e diarreia.

Diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico. O veterinário palpa todas as mamas, avalia a cor e textura do leite e verifica o estado geral da mãe e dos filhotes. A citologia do leite revela aumento de neutrófilos e bactérias intracelulares, confirmando a infecção. A cultura e antibiograma orientam a escolha do antibiótico mais eficaz.

Exames de sangue como hemograma e proteínas de fase aguda são indicados nas formas sistêmicas. A ultrassonografia mamária diferencia mastite de abscesso e de neoplasia, auxiliando no planejamento cirúrgico quando necessário.

Tratamento

O tratamento de base é a antibioticoterapia sistêmica por 7 a 14 dias, escolhida de acordo com o antibiograma ou com antibióticos de amplo espectro enquanto se aguarda o resultado. Anti-inflamatórios não esteroidais aliviam a dor e a inflamação. A ordenha manual gentil das mamas afetadas a cada 6 a 8 horas ajuda a eliminar o leite contaminado e estimular a drenagem.

Abscessos requerem drenagem cirúrgica e lavagem da cavidade. Em casos graves ou de gangrenosa, pode ser necessária a mastectomia. Os filhotes devem ser avaliados individualmente; se a mãe não puder amamentá-los com segurança, indica-se substituto lácteo específico para a espécie.

Prevenção

Manter o ambiente de parição limpo e seco, verificar diariamente todas as mamas durante a lactação, garantir que todos os filhotes mamem regularmente e evitar traumas nas tetas são as principais medidas preventivas. A castração eletiva elimina os episódios ligados ao ciclo reprodutivo e reduz drasticamente o risco de mastite e de neoplasias mamárias.

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Perguntas frequentes

Mastite é contagiosa para outros animais?

A mastite em si não é transmissível de um animal para outro. No entanto, o leite infectado pode intoxicar os filhotes que mamam na glândula afetada, causando diarreia e fraqueza.

Posso continuar deixando os filhotes mamarem durante a mastite?

Depende da gravidade. Em casos leves, a sucção dos filhotes ajuda a drenar o leite contaminado. Em formas graves ou com pus, os filhotes devem ser afastados e alimentados com substituto lácteo para evitar intoxicação.

A mastite pode virar câncer?

Mastite crônica repetida pode causar fibrose e, raramente, favorecer alterações celulares. Porém, a neoplasia mamária tem origem diferente. Castrar a fêmea precocemente é a melhor forma de reduzir o risco de ambas.

Quanto tempo dura o tratamento da mastite?

O curso de antibióticos geralmente dura de 7 a 14 dias, mas a melhora clínica costuma ser visível em 48 a 72 horas. O tratamento completo deve ser seguido mesmo após a melhora para evitar recaída.

A mastite pode matar minha cadela?

A mastite gangrenosa e a septicemia secundária à mastite são situações de risco de vida. Com atendimento veterinário precoce, a maioria dos casos evolui bem. O atraso no tratamento é o principal fator de agravamento.

Como identificar mastite antes de piorar?

Inspecione e palpe todas as mamas diariamente durante a lactação. Calor, endurecimento, vermelhidão ou leite com coloração anormal são sinais de alerta que justificam consulta veterinária imediata.

Gata com pseudociese pode ter mastite?

Sim. Durante a pseudociese, a produção de leite ocorre mesmo sem filhotes. O leite acumulado nas glândulas cria ambiente propício para infecção bacteriana. Compressa fria e, quando necessário, inibidores de prolactina são usados preventivamente.

É necessário operar na mastite?

A cirurgia é reservada para abscessos que não drenam espontaneamente, casos de mastite gangrenosa com necrose tecidual e situações em que a glândula não se recupera após o tratamento clínico.

Posso usar leite materno de mama saudável para alimentar os filhotes?

Sim, se as demais glândulas estiverem saudáveis, os filhotes podem mamar normalmente nelas. Só a mama infectada deve ser evitada ou ordenhada manualmente pelo tutor sob orientação veterinária.

Qual antibiótico é usado na mastite?

A escolha ideal é baseada na cultura e antibiograma do leite. Empiricamente, amoxicilina com clavulanato ou cefalexina são frequentemente prescritos. Nunca medique por conta própria — doses incorretas geram resistência bacteriana.

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