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O que é Luxação de patela?

Publicado em 01 de janeiro de 2025

Luxação de patela é o deslocamento da patela (rótula) para fora do sulco troclear do fêmur, comprometendo o mecanismo extensor do joelho. É uma das afecções ortopédicas mais comuns em cães, especialmente em raças de pequeno porte como Poodle, Yorkshire, Maltês, Lulu da Pomerânia e Chihuahua. A condição pode ser congênita ou adquirida por trauma, sendo classificada em graus de I a IV conforme a gravidade do deslocamento. Casos leves podem ser monitorados, enquanto graus III e IV geralmente exigem correção cirúrgica para restaurar a função normal do membro e prevenir artrose progressiva.

O que é luxação de patela?

A patela é um osso sesamoide inserido no tendão do quadríceps que desliza em um sulco ósseo (sulco troclear) na extremidade do fêmur. Na luxação de patela, esse osso desloca-se lateral ou medialmente — sendo a luxação medial muito mais comum em cães de pequeno porte. O deslocamento compromete a extensão correta do joelho e causa dor, claudicação e, com o tempo, desgaste articular progressivo.

A predisposição é principalmente genética, associada a alterações anatômicas do alinhamento do membro pélvico. Por isso é fundamental não reproduzir animais afetados.

Causas e tipos

Na forma congênita, alterações no alinhamento do quadríceps, rasa do sulco troclear e torção tibial contribuem para o deslocamento. Traumas diretos sobre o joelho podem causar luxação em animais sem predisposição prévia. A classificação em graus orienta o tratamento:

  • Grau I: luxação esporádica, reduz espontaneamente, sem claudicação evidente
  • Grau II: luxação frequente, animal "pula" no membro afetado, reduz manualmente ou espontaneamente
  • Grau III: patela permanentemente luxada, pode ser recolocada manualmente mas retorna ao sair
  • Grau IV: luxação permanente, impossível de reduzir manualmente, deformidade óssea acentuada

Sintomas

O sinal mais característico é a claudicação intermitente: o animal "pula" em três patas por alguns passos e depois volta ao normal, especialmente nos graus I e II. Em graus avançados a claudicação é persistente, o animal evita apoiar o membro afetado e pode apresentar atrofia muscular pela desuso.

Em filhotes de raças predispostas, o tutor pode notar andar característico em X (membros pélvicos aduzidos), dificuldade para subir escadas ou pular. Dor à palpação do joelho, crepitação e instabilidade articular são achados ao exame físico veterinário.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, realizado por palpação do joelho com avaliação do deslizamento da patela. O veterinário classifica o grau de luxação durante o exame ortopédico. Radiografias do joelho e do membro inteiro confirmam a luxação, avaliam a profundidade do sulco troclear, o grau de artrose secundária e as deformidades ósseas associadas.

Em casos com envolvimento bilateral ou quadros atípicos, tomografia computadorizada ajuda a planejar a técnica cirúrgica mais adequada, especialmente quando há torção tibial acentuada.

Tratamento

Grau I com sinais mínimos pode ser manejado clinicamente com controle de peso, fisioterapia e anti-inflamatórios nos episódios agudos. Graus II a IV têm indicação cirúrgica para evitar progressão da artrose e deterioração da qualidade de vida. As técnicas cirúrgicas incluem aprofundamento do sulco troclear (trocleoplastia), transposição da tuberosidade da tíbia e imbricação dos tecidos moles.

A fisioterapia pós-operatória é essencial para recuperação completa: hidroterapia, fortalecimento muscular progressivo e controle de peso otimizam o resultado. O prognóstico após cirurgia em graus II e III é excelente na maioria dos casos.

Prevenção

Em raças predispostas, o tutor deve estar atento desde o primeiro mês de vida aos sinais de claudicação. Evitar que filhotes pulem de alturas excessivas, manter peso adequado e realizar consultas periódicas de ortopedia permitem diagnóstico e intervenção precoce. Cães afetados não devem ser usados para reprodução, pois a condição tem forte componente hereditário.

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Perguntas frequentes

Luxação de patela em cão tem cura?

Sim. Com tratamento cirúrgico adequado nos graus II a IV, a maioria dos cães recupera função normal do membro. Grau I pode ser manejado clinicamente em muitos casos, sem necessidade de cirurgia.

Meu cão pula em três patas às vezes. Pode ser luxação de patela?

Sim, essa claudicação intermitente é o sinal clássico do grau II. O animal desloca a patela ao dar alguns passos e depois ela se reposiciona sozinha. Leve ao veterinário para exame ortopédico e classificação do grau.

Com qual idade devo operar meu cão?

Quanto mais cedo a cirurgia for realizada em graus III e IV, menor o dano articular acumulado. Em filhotes com mais de 4 a 5 meses já é possível operar. Não existe idade máxima, mas animais idosos têm maior risco anestésico.

Luxação de patela afeta os dois joelhos?

Em raças predispostas, 50% dos casos são bilaterais. O veterinário avalia ambos os membros no exame. Quando os dois lados são afetados, a cirurgia pode ser realizada em etapas ou simultaneamente, conforme indicação.

Posso dar anti-inflamatório para meu cão com luxação de patela?

Anti-inflamatórios podem aliviar a dor nos episódios agudos, mas não corrigem o problema mecânico. Use apenas medicamentos prescritos pelo veterinário, pois muitos anti-inflamatórios humanos são tóxicos para cães.

Quanto custa a cirurgia de luxação de patela?

O custo varia conforme o grau de luxação, o porte do animal, as técnicas utilizadas e a clínica. Converse com o cirurgião veterinário para um orçamento detalhado e discuta as opções de financiamento disponíveis.

Fisioterapia ajuda no tratamento da luxação de patela?

Sim, a fisioterapia é fundamental tanto no manejo conservador quanto na recuperação pós-cirúrgica. Hidroterapia, fortalecimento dos músculos do quadríceps e controle de peso reduzem a progressão da artrose e melhoram a função do joelho.

Luxação de patela pode piorar com o tempo?

Sim. Sem tratamento, a luxação recorrente causa desgaste progressivo da cartilagem articular, levando à artrose dolorosa e irreversível. Por isso o diagnóstico e o tratamento precoces são tão importantes.

Raças grandes também têm luxação de patela?

Sim, embora seja muito mais prevalente em raças pequenas. Em raças grandes, a luxação tende a ser lateral e frequentemente está associada a displasia de quadril. O tratamento segue os mesmos princípios, mas as técnicas cirúrgicas podem ser diferentes.

Meu cão pode se exercitar com luxação de patela?

Exercícios de baixo impacto e controlados, como caminhadas em superfície plana, são permitidos. Evite saltos, corridas intensas e superfícies escorregadias. Após a cirurgia, o protocolo de reabilitação ditará a progressão gradual dos exercícios.

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