Atendimento agora:·(49) 99196-3273·R. Borges de Medeiros, E, 303-E - Maria Goretti, Chapecó - SC
Doença⏱ 3 min de leitura👁 385 visualizações

O que é Leptospirose?

Publicado em 01 de janeiro de 2025

Leptospirose é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Leptospira, transmitida principalmente pelo contato com urina de animais infectados, especialmente roedores. Afeta cães, humanos e diversos mamíferos, sendo uma importante zoonose de notificação obrigatória no Brasil. A bactéria penetra no organismo por mucosas ou pele com feridas, disseminando-se pela corrente sanguínea e atingindo principalmente rins e fígado. Os quadros variam de infecção assintomática a insuficiência renal aguda grave, hemorragias e óbito. A vacinação anual é o principal meio de prevenção em cães.

O que é leptospirose?

Leptospirose é uma zoonose bacteriana causada por Leptospira interrogans e outras espécies patogênicas do gênero. Os cães são altamente suscetíveis à doença, ao contrário dos gatos, que raramente adoecem. Os roedores (ratos) são os principais reservatórios, eliminando a bactéria na urina de forma crônica e contaminando solos, água e alimentos.

A infecção é mais frequente em períodos de chuva intensa, quando a bactéria se espalha com as enchentes. Cães que frequentam áreas com acúmulo de água, caçam roedores ou vivem próximos a esgoto têm risco elevado.

Causas e tipos

Existem mais de 200 sorovares patogênicos de Leptospira. Os mais comuns em cães no Brasil incluem os sorovares Icterohaemorrhagiae, Copenhageni, Canicola, Pomona e Grippotyphosa. A transmissão ocorre por contato direto com urina de animal infectado, agua ou solo contaminados, ou pelo consumo de alimentos infectados.

  • Forma renal: insuficiência renal aguda, o quadro mais comum em cães
  • Forma hepática ou ictérica (doença de Weil): icterícia intensa, hemorragias
  • Forma hemorrágica: sangramento em múltiplos órgãos, alta mortalidade
  • Forma subclínica: infecção sem sinais evidentes, mas com seroconversão detectável

Sintomas

Os sinais surgem após período de incubação de 2 a 20 dias e incluem febre, apatia, inapetência, vômitos, diarreia (com ou sem sangue), dor abdominal e muscular intensa. A urina pode ficar escura (hematúria ou hemoglobinúria), e o animal pode apresentar icterícia (amarelamento de pele e mucosas).

Nos casos graves ocorre oligúria ou anúria (diminuição ou ausência de urina), indicando insuficiência renal aguda. Hemorragias espontâneas em mucosas, pulmões e trato digestivo são sinais de gravidade extrema que exigem internação imediata.

Diagnóstico

O diagnóstico definitivo é feito pela soroaglutinação microscópica (SAM), que detecta anticorpos contra sorovares específicos. O PCR em sangue ou urina identifica o DNA bacteriano na fase aguda antes da seroconversão. Exames de bioquímica sérica revelam elevação de ureia, creatinina (lesão renal) e bilirrubinas (lesão hepática).

O hemograma mostra leucocitose com neutrofilia e trombocitopenia. A urinálise evidencia proteinúria, cilindrúria e hematúria. O diagnóstico precoce é crucial, pois o tratamento iniciado nos primeiros dias reduz significativamente a mortalidade.

Tratamento

O tratamento inclui antibioticoterapia com penicilina G (fase aguda) seguida de doxiciclina ou ampicilina. A fluidoterapia intensiva é fundamental para restaurar a função renal e corrigir desequilíbrios eletrolíticos. Em casos de insuficiência renal oligúrica pode ser necessária diálise peritoneal.

Animais graves necessitam de internação com suporte intensivo: controle da pressão arterial, transfusão de sangue ou plasma em casos hemorrágicos, proteção gástrica e suporte nutricional. A recuperação renal pode levar semanas e alguns animais desenvolvem doença renal crônica como sequela.

Prevenção

A vacinação anual com vacina polivalente (que inclui os principais sorovares) é a medida preventiva mais importante para cães. O controle de roedores no ambiente, evitar contato com água de enchentes ou poças, não deixar o animal caçar ratos e manter o ambiente limpo complementam a proteção. Em humanos, a prevenção passa pelo uso de botas e luvas em áreas alagadas e pelo controle de roedores.

#leptospirose#zoonose#bactéria#insuficiência renal#vacinação#roedores

Perguntas frequentes

Leptospirose é transmitida diretamente do cão para o dono?

Sim, é possível. A bactéria é eliminada na urina do cão infectado. O contato de mucosas ou pele com lesões com a urina contaminada pode infectar humanos. Use luvas ao limpar urina de cães doentes e lave as mãos sempre.

Com que frequência devo vacinar meu cão contra leptospirose?

A vacinação inicial é feita em duas doses com intervalo de 21 a 30 dias a partir dos 3 meses de idade, seguida de reforço anual. Em regiões endêmicas ou cães de alto risco, o veterinário pode recomendar reforço semestral.

Gatos também pegam leptospirose?

Gatos são naturalmente resistentes à leptospirose e raramente apresentam doença clínica, embora possam ser infectados. A preocupação maior é com cães, que são altamente suscetíveis e adoecem com frequência.

Meu cão pode se curar da leptospirose sem tratamento?

Raramente. Casos leves podem evoluir sem cuidados, mas a grande maioria progride para insuficiência renal grave se não tratada. O tratamento precoce é fundamental para a sobrevivência e para evitar sequelas permanentes.

Quais sinais indicam que devo levar meu cão ao veterinário com urgência?

Febre alta, vômitos persistentes, recusa total de alimentação, urina muito escura ou escassa, olhos e gengivas amareladas e sangramento são sinais de urgência. Não espere: leve imediatamente ao veterinário.

A leptospirose pode causar danos permanentes ao rim do cão?

Sim. Mesmo após a recuperação, alguns cães desenvolvem doença renal crônica como sequela. Por isso o acompanhamento com exames periódicos de função renal é recomendado após o tratamento.

Posso pegar leptospirose ao nadar em rio ou lago?

Sim. Águas de rios, lagos e poças podem estar contaminadas com urina de roedores infectados. Evite nadar em águas paradas ou turvas, especialmente após chuvas intensas.

A vacina protege contra todos os tipos de leptospirose?

As vacinas disponíveis cobrem os sorovares mais prevalentes no Brasil, mas não todos. Por isso, mesmo animais vacinados podem ser infectados por sorovares não incluídos na vacina, embora com menor gravidade.

Quanto tempo dura o tratamento da leptospirose?

O tratamento antibiótico dura tipicamente 14 a 28 dias, mas a internação e o suporte intensivo podem ser necessários por dias a semanas dependendo da gravidade da lesão renal e hepática.

Como posso reduzir o risco de leptospirose no ambiente?

Controle roedores com raticidas ou armadilhas, elimine fontes de alimento e abrigo para ratos, mantenha a área do pet limpa e seca, e evite que seu cão beba água de poças ou valas. A vacina continua sendo a proteção mais eficaz.

Ver também