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O que é Gingivite?

Publicado em 01 de janeiro de 2025

Gingivite é a inflamação da gengiva causada principalmente pelo acúmulo de placa bacteriana e tártaro nas superfícies dentárias. É o estágio inicial e reversível da doença periodontal, afetando a maioria dos cães e gatos com mais de três anos de idade quando não recebem higiene oral adequada. A gengiva inflamada apresenta-se vermelha, edemaciada e sangrante ao toque. Embora reversível com limpeza profissional e cuidados em casa, a gingivite não tratada progride para periodontite — estágio irreversível com destruição do osso alveolar e perda de dentes.

O que é gingivite em animais?

Gingivite é a inflamação restrita à gengiva marginal, o tecido que envolve a base dos dentes. É a forma mais precoce e menos grave da doença periodontal, e sua característica mais importante é a reversibilidade: com a remoção adequada da placa bacteriana e do tártaro, a gengiva pode retornar ao estado saudável sem dano permanente.

Em cães e gatos, estudos mostram que mais de 80% dos animais com mais de três anos apresentam algum grau de doença periodontal. A gingivite é o ponto de partida desse processo, tornando sua prevenção e diagnóstico precoce fundamentais para a saúde oral e sistêmica do pet.

Causas e tipos

A causa primária é a placa bacteriana — um biofilme que se forma continuamente sobre os dentes. Quando não removida, a placa mineraliza-se em tártaro (cálculo dental), que provoca inflamação crônica da gengiva. Fatores que predispõem à gingivite incluem dentes mal posicionados (maloclusão), alimentação exclusivamente úmida, ausência de higiene oral em casa, raças braquicefálicas (com dentes comprimidos em mandíbulas menores) e doenças sistêmicas como diabetes e doença renal.

  • Acúmulo de placa bacteriana
  • Tártaro (cálculo dental mineralizado)
  • Maloclusão dentária
  • Doenças sistêmicas (diabetes, IRC)
  • Déficit de higiene oral em casa

Sintomas

O sinal mais evidente é a linha gengival vermelha ao invés do rosa saudável habitual. A gengiva inflamada sangra facilmente durante a alimentação ou ao toque. O hálito fétido (halitose) é queixa frequente dos tutores. Em gatos, a gingivite pode ser intensa e dolorosa, levando à recusa de alimentos sólidos.

Nos estágios iniciais, o animal raramente demonstra dor óbvia, pois os instintos de presa levam os animais a mascarar desconforto. A recusa de brinquedos de mastigação, dificuldade para comer e mudança de comportamento podem ser sinais sutis de dor oral.

Diagnóstico

O veterinário realiza o exame oral consciente, avaliando a coloração da gengiva, presença de tártaro, sangramento e odor. O índice gengival graduado (0 a 3) documenta a gravidade. O exame oral completo sob anestesia geral é necessário para avaliar bolsas periodontais com sonda, tomar radiografias dentárias e identificar possíveis lesões de reabsorção dentária, especialmente em gatos.

Exames laboratoriais podem ser indicados para descartar causas sistêmicas de gengivite, como insuficiência renal, que em gatos pode causar estomatite urêmica.

Tratamento

O tratamento da gingivite começa pela limpeza profissional (profilaxia dentária) realizada sob anestesia geral. O veterinário remove o tártaro supra e subgengival com ultrassom e cureta, polindo os dentes em seguida. A anestesia é imprescindível: sem ela, a limpeza subgengival é impossível, e o estresse causa mais dano que benefício.

Após a profilaxia, a escovação diária dos dentes em casa é o pilar da manutenção. Dietas secas, petiscos dentários aprovados e brinquedos mastigáveis auxiliam no controle da placa. Em gatos com gengivite grave ou refratária, pode ser necessária extração dental.

Prevenção

A escovação dental diária com pasta específica para animais (nunca pasta humana com flúor) é a medida mais eficaz. Começar quando o animal ainda é filhote facilita a adaptação. Consultas odontológicas veterinárias anuais permitem identificar e tratar a gingivite antes que progrida para periodontite irreversível, preservando os dentes e a saúde geral do pet.

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Perguntas frequentes

Como saber se meu cachorro está com gengivite?

Os sinais mais comuns são gengiva vermelha ao redor dos dentes (ao invés de rosa), hálito fétido, sangramento ao tocar a gengiva e, às vezes, relutância em mastigar brinquedos. O veterinário confirma o diagnóstico no exame clínico.

Gingivite em gato é diferente da de cachorro?

Sim. Gatos podem desenvolver gengivite-estomatite felina crônica, uma forma grave e dolorosa que não responde bem à higiene oral e frequentemente exige extração dos dentes pré-molares e molares para remissão.

Posso tratar a gengivite do meu pet em casa?

A limpeza de tártaro instalado exige profilaxia profissional veterinária sob anestesia. Em casa, a escovação diária previne o acúmulo de placa, mas não remove tártaro já formado.

Meu pet precisa de anestesia para limpar os dentes?

Sim. A limpeza subgengival eficaz e a radiografia dental exigem anestesia geral. Limpezas sem anestesia são superficiais e cosméticas, dando falsa sensação de saúde oral enquanto a inflamação subgengival continua.

Com que frequência meu cachorro deve fazer profilaxia dentária?

Em geral, uma vez ao ano, mas raças pequenas e braquicefálicas podem precisar de profilaxia a cada 6 meses. O veterinário avalia a taxa de formação de tártaro de cada animal individualmente.

Pasta de dente humana pode ser usada nos dentes do pet?

Não. Pastas humanas contêm flúor e xilitol, que são tóxicos para cães e gatos. Use sempre pasta dentária formulada especificamente para animais, disponível em sabores atrativos como frango e carne bovina.

Ração seca previne a gengivite?

A ração seca ajuda a reduzir o acúmulo de placa pela abrasão mecânica durante a mastigação, mas não elimina a necessidade de escovação. Rações terapêuticas com textura especial têm efeito ainda mais significativo.

Gingivite pode afetar a saúde do coração e do rim do meu pet?

Sim. Bactérias da cavidade oral inflamada podem cair na corrente sanguínea e atingir coração, rins e fígado — condição chamada bacteremia de origem dental. Por isso, a saúde oral é parte integrante da saúde geral do animal.

Meu gato parou de comer. Pode ser por causa dos dentes?

Sim. Dor oral por gengivite intensa, estomatite ou lesões de reabsorção dentária são causas frequentes de inapetência em gatos. O exame oral veterinário é fundamental quando o gato reduz ou cessa a alimentação.

A gingivite pode voltar após a limpeza dentária?

Sim, se os cuidados em casa não forem mantidos. Sem escovação regular, a placa se acumula novamente e o tártaro reaparece em semanas a meses. A manutenção em casa é tão importante quanto a profilaxia profissional.